Carta ao meu bebê VIII
Oi meu bb...
Antes de escrever qualquer coisa, preciso corrigir uma frase do último post: Meu amor por você não vai só daqui até o teto, vai de mim até onde você estiver. Se ao meu lado, se ao lado de seus pais, de algum amigo... se no lugar que te cabe, no recanto das almas.
Ainda está dificil acreditar que realmente aconteceu. Uma vida tão curta e tão bem vivida... como você bem dizia: "Eu não sou de passar vontade não. O máximo que pode me acontecer, é não acontecer o que quero". Transcrevi ela aqui meio toscamente, mas era isso mesmo que você dizia. O máximo, é levar um não, e para ele você já estava preparado. Eu, não.
Não estava preparado para te perder, para não mais te ver, sentir, sorrir, chorar, brincar, perturbar e todos os demais verbos que cabiam em nossas ações. Todos! Mas estou preparado para começar de novo. Ao menos, quero acreditar que estou.
Da última vez que te escrevi, estava com muita dor, sentia como se uma espada me estivesse atravessando o peito, passando pelos pulmões, coração, estômago. Me desfiz quando parei de escrever e o tornei público pois não pude superar sozinho a dor que me aflingia. Mas, já estou melhor, pensando que em 4 dias terminará meu luto em respeito a sua memória, ao nosso amor, ao meu amor por você e por nós dois. Ao mesmo tempo que imagino que isso pode a ser bom, porque me devolverá liberdades que tolhi, penso no quanto serei impugnado de um sofrimento por não ter mais a esperança, fugitiva de nossa caixa de Pandora. Esperança que nem deve ter fugido, deve estar guardada com você, se almas existirem. Agora, prefiro acreditar que sim, pois sei que se houver, irei revê-lo. Acho triste pensar isso, mas é verdade.
Hoje fui com Natan assistir Anjos e Demônios, acabei de chegar do cinema. Confesso que estava com medo de assisti-lo, e também ainda não tive coragem de assistir Wolverine. Mas gostei do filme, apesar de saber que a imaginação que o cerca é enorme. De qualquer jeito, certo estou de que você gostaria e sairia sorrindo do cinema falando: "Eu gostei bebê!", com um sorriso bobo de criança que ganhou um pirulito, as usual.
Essa semana eu fiz diversas coisas, aliás. Fui a São Paulo dia 28, para dia 29 fazer uma prova no Etapa, quem sabe não consigo dar umas aulas, lá? Seria bem vindo se me contratassem para Valinhos, mas acho difícil. Depois fiquei com o Flávio lá, passeamos um pouco, comemos num restaurante "simprão". Queria relembrar o tempo em que você e eu comíamos marmita. Ele relutou, mas foi e gostou. Acho que você também iria ter gostado. Acho que me cansei de saber que você não está mais aqui... cansei de usar o futuro do pretérito.
Bom, whatever, ontem dei a melhor aula da minha vida. Nunca senti algo como aquilo, sei lá. Estava tão tranquilo para conversar com os alunos, acho que porque eles são mais velhos e entendem que devem estudar... isso foi muito bom. Nossa... wish I could had had the opportunity to tell you (eu e meu inglês fraco).
Hoje foi ficando por aqui... como disse hoje... te amando... te amando para sempre, até o dia que você virá me buscar, porque eu sei que você virá, mas sei que vai demorar muito... eu sinto isso.
Te amo, bebê, daqui até onde você estiver. Esteja em paz, meu amor!
PS: Ya no puedo creer que el amor tan profundo que sentí, es ahora platónico! Hay que amar, mismo sin cuando no se puede ver.
Antes de escrever qualquer coisa, preciso corrigir uma frase do último post: Meu amor por você não vai só daqui até o teto, vai de mim até onde você estiver. Se ao meu lado, se ao lado de seus pais, de algum amigo... se no lugar que te cabe, no recanto das almas.
Ainda está dificil acreditar que realmente aconteceu. Uma vida tão curta e tão bem vivida... como você bem dizia: "Eu não sou de passar vontade não. O máximo que pode me acontecer, é não acontecer o que quero". Transcrevi ela aqui meio toscamente, mas era isso mesmo que você dizia. O máximo, é levar um não, e para ele você já estava preparado. Eu, não.
Não estava preparado para te perder, para não mais te ver, sentir, sorrir, chorar, brincar, perturbar e todos os demais verbos que cabiam em nossas ações. Todos! Mas estou preparado para começar de novo. Ao menos, quero acreditar que estou.
Da última vez que te escrevi, estava com muita dor, sentia como se uma espada me estivesse atravessando o peito, passando pelos pulmões, coração, estômago. Me desfiz quando parei de escrever e o tornei público pois não pude superar sozinho a dor que me aflingia. Mas, já estou melhor, pensando que em 4 dias terminará meu luto em respeito a sua memória, ao nosso amor, ao meu amor por você e por nós dois. Ao mesmo tempo que imagino que isso pode a ser bom, porque me devolverá liberdades que tolhi, penso no quanto serei impugnado de um sofrimento por não ter mais a esperança, fugitiva de nossa caixa de Pandora. Esperança que nem deve ter fugido, deve estar guardada com você, se almas existirem. Agora, prefiro acreditar que sim, pois sei que se houver, irei revê-lo. Acho triste pensar isso, mas é verdade.
Hoje fui com Natan assistir Anjos e Demônios, acabei de chegar do cinema. Confesso que estava com medo de assisti-lo, e também ainda não tive coragem de assistir Wolverine. Mas gostei do filme, apesar de saber que a imaginação que o cerca é enorme. De qualquer jeito, certo estou de que você gostaria e sairia sorrindo do cinema falando: "Eu gostei bebê!", com um sorriso bobo de criança que ganhou um pirulito, as usual.
Essa semana eu fiz diversas coisas, aliás. Fui a São Paulo dia 28, para dia 29 fazer uma prova no Etapa, quem sabe não consigo dar umas aulas, lá? Seria bem vindo se me contratassem para Valinhos, mas acho difícil. Depois fiquei com o Flávio lá, passeamos um pouco, comemos num restaurante "simprão". Queria relembrar o tempo em que você e eu comíamos marmita. Ele relutou, mas foi e gostou. Acho que você também iria ter gostado. Acho que me cansei de saber que você não está mais aqui... cansei de usar o futuro do pretérito.
Bom, whatever, ontem dei a melhor aula da minha vida. Nunca senti algo como aquilo, sei lá. Estava tão tranquilo para conversar com os alunos, acho que porque eles são mais velhos e entendem que devem estudar... isso foi muito bom. Nossa... wish I could had had the opportunity to tell you (eu e meu inglês fraco).
Hoje foi ficando por aqui... como disse hoje... te amando... te amando para sempre, até o dia que você virá me buscar, porque eu sei que você virá, mas sei que vai demorar muito... eu sinto isso.
Te amo, bebê, daqui até onde você estiver. Esteja em paz, meu amor!
PS: Ya no puedo creer que el amor tan profundo que sentí, es ahora platónico! Hay que amar, mismo sin cuando no se puede ver.

