Oi meu amor...
Hoje as coisas aqui estão calmas e ao mesmo tempo turbulentas, não sei explicar. Acho que são muitas novidades chegando.
Eu fiquei alguns muitos dias sem te escrever, mas se de onde vc estiver, vc conseguir me ver e me sentir, sabe que não deixei de pensar em você.
No dia seguinte ao penúltimo post, dia 13/05, foi nosso terceiro aniversário de first kiss. Lembro-me bem, até hoje, de você puxar meu queijo e quase me engolir, rs. Viva o drink do inferno e a tequila que nos possibilitaram aquela noite Dionisíaca. Lembro-me também que não quis convidá-lo a entrar, rs, pois tinha gostado tanto que não quis entregar o ouro de cara... acho que fiz bem em te cozinhar um pouquinho... nada tão demorado, afinal, bastou o PCC atacar e eu decidir fazer uma lasanha para você no dia seguinte dizendo: "Se quiser vir, venha. A comida é boa". Foi lindo, foi dia 16 ou 17. Não sei ao certo, mas foi pra gente a marca de que aquilo não era para ser feito uma vez só, afinal, por mais que figurinhas repetidas não completarem alguns, você sabia que o nosso álbum seria recheado de muitas outras coisas, pq era eu, talvez, sua figurinha brilhante, carimbada de "abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim". Fizemos bem o nosso álbum, um álbum com mais lembranças que fotos, mais intenso que material.
Sei lá, estou escrevendo agora, nestes minutos precisos, pq queria me concentrar em você enquanto sua família ora. Atendo ao pedido de sua mãe. Essa mesma que hoje me trata por filho e que há muito tempo a cuido com afeto, hoje, talvez um afeto mais profícuo.
Dia 14 nem sei que fiz, acho que só enrolei e cuidei das coisas de qualquer jeito. Almocei com a Lu, como sempre e ficamos dando risada de coisas bobas na Arcádia, lá no Iel, onde uma menina uma vez deu em cima de mim numa festa e não de vc, pra minha ou nossa surpresa. Mundo louco, este.
Dia 15 fez 5 anos que conheci o Flávio e acabei fugindo para a casa dele em SP. Confesso que foi muito bom. Flávio é meu melhor amigo e quem nos apresentou, como você bem se lembra, ele tentava fazer eu gostar de você, mesmo com meu ciúme doentio. Tanto fez que deu certo e eu o agradeci por ter me proporcionado a experiência de te conhecer e viver uma vida a dois contigo. Muitas vezes não me contive, queria que você estivesse lá, queria que tivesse conhecido o Renato e comido as maravilhas orgânicas que ele faz. Homem de grande talento esse. Sei que no sábado não quis voltar pra casa... confesso que fugi de estar sozinho sem você.
Mas foi no sábado que o Flávio, novamente, te representou. Foi comigo à casa do André para um almoço com minha gangue... isso depois de termos passeado um monte no Parque da Água Branca e visto o milagre da vida se fazendo... tantas galinhas com montes de pintinhos, rs... muito lindos... acho que você teria gostado de vê-los. Nunca soube se você já tinha tido essa experiência, mas julgo que não... vc foi um urbanóide, né?
No almoço, voltando a ele, conversei um pouco com a Marcela, contei a ela o que te aconteceu e, pra variar, também lhe foi difícil acreditar... nem sei como eu já consigo acreditar. Tenho a mesma sensação que o Flávio descreveu, de que se te escrever, vc vai responder ao e-mail, se te ligar, você vai atender. Sei lá. Não sei pq não te liguei naquele domingo... não me conformo de não ter me levantado para trocarmos algumas palavras.
Bom, passou, não há como voltar. Ontem voltei a Campinas e minha mãe veio para cá. Confesso ter sido um grande conforto abraçá-la quando minhas lágrimas queriam fugir de dentro de mim, como agora. Ela sabe o que eu estou passando e compartilha essa estranha dor comigo, que às vezes se manifesta em uma ausência devastadora e me faz cintilar os olhos. É, salve as válvulas de escape, salve nossos subterfúgios, nossas fugas. Ontem fez 15 dias. foi o recorde de tempo que não nos falamos. Quando fizemos aniversário de 3 anos, será o recorde de tempo que não te vejo. E vai ser difícil demais viver esse momento. Não sei se é possível acreditar. Eu sei que ia te ganhar de presente de novo... eu sei sim.
Hoje foi um dia estranho, mas bom. Deveria ter pedido minha rescisão na consultoria, mas não consegui... e assim que saí de lá, me apareceram três oportunidades de trabalho... dois alunos particulares e um processo seletivo pro Etapa de São Paulo e de Valinhos... sei que o dia que eu for lá fazer a prova, você vai estar lá me incentivando. Não digo ajudando pq vc sabe q algumas coisas eu sei fazer melhor que você, rs... algo como uma prova de português, rs. Mas vai estar lá me apoiando, dizendo: "vai bb, eu sei que você consegue".
No mais, as coisas estão meio conturbadas aqui em relação à casa... e eu ainda não liguei pro cara do carro para ver como ele vai pagar. Sei que vai ter q pagar.
Fico por aqui hoje... não te prendendo mais nas minhas longas divagações.
Ah, esqueci de comentar que no dia 13 escrevi a seguinte frase no msn: Il y a trois ans que tu m'a apprivoise (Faz 3 anos que você me cativou). Meio que totalmente inspirado no pequeno príncipe, rs. Lembrei de nossas músicas, da que você cantava pra mim quando te pedia pra me ninar, todo manhoso, lembrei que te fiz se apaixonar por mim, lendo poesias que você não gostava. Bom, é a vida! Vida e morte será finda?